Capítulo Um - A Ilha dos Desafios

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Setembro 22, 2018, 05:54:35 pm

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Autor Tópico: Capítulo Um - A Ilha dos Desafios  (Lida 18382 vezes)
JP Vilela
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« Responder #345 Online: Outubro 08, 2017, 09:47:04 pm »

Iyas fez uma careta que durou alguns segundos apos ouvir aquele pedido vindo daquela estranha. Aquele tipo de pedido remetia a tempos de sua infância dos quais não gostava de se recordar. Vestiu uma expressão neutra, tentando ignorar aquele incômodo que aparentemente a vida alegremente havia lhe apresentado tão gratuitamente.

- Feira… - Repetiu, levando o olhar na direção apontada pela mulher. Poderia encontrar o que queria no mercado local… nessa tal de “feira”.

Como um mercenário da Legião, não recebia tarefas triviais que um simples garoto poderia resolver, era alguém que era mandado para proteger, ou matar pessoas… Guardar propriedades, coletar informações...

Por mais que seu orgulho lhe permitisse trabalhar convencionalmente para conseguir alguns trocados, em sua condição de viajante… Uma tarefa tão simplória não parecia valer seu tempo… A não ser que a estranha o fizesse valer, a final de contas seu tempo era extremamente valioso.

Deu alguns passos, se aproximando da varanda, fitando a bolsa de couro:   

- E em troca? - pronunciou em seu sotaque carregado, uma das primeiras frases que procurou aprender no idioma comum.   

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Space Gnome

« Responder #346 Online: Outubro 11, 2017, 11:38:53 pm »



No Quarto da Taverna...

Quando você (Retha) retira das mãozinhas da criança Drow, foi tão rápido que ela nem pode resistir; apenas ficou olhando com seus impressionantes olhos negros e brilhantes, profundos como o espaço, para o vazio que restou bem a sua frente... Porém, não parece que ficou irritada ou triste na hora, mas se entendeu o que você lhe agora propunha ou não, não saberia dizer ao certo; Allegro a observava sentar, inerte. Syllence, por sua vez, a mãe adotiva da menina, observava com um olho entre-aberto, a cena se desenrolando, com a atenção de uma caçadora. Você começava a ficar com um pouco de receio, de que estivesse fazendo algo de errado...!

Allegro então volta os olhos de você para a sua mochila, encostada no pé da cama... e ia dando um passo a frente, vagarosamente! Talvez pensasse que merecia de fato ganhar alguma coisa sua? Algum prêmio para poder brincar de algo...?

Vanessah de repente diz a você, quase "gritando alegremente" em sua interrogação:
- Você vai dormir também, menina teimosa?? Ahh!! Que nada, já vi que vai ficar brincando com a Allegro!! Ensine a ela alguma coisa bonitinha!!! Se eu acordar e ela estiver chorando ou de mau humor, a culpa vai ser toda sua!!! Mas eu confio em você, sei que tem um coraçãozinho bonzinho - apesar de ser uma massivinha! e vai saber o que fazer na hora certa! Boa Noite!!! Ou Bom Dia!! - com isso, suas asas pararam de bater, e ela vai caindo quase como uma pluma, ao lado do rosto de Cael, sobre seu travesseiro; o jovem cansado, e com os olhos cerradas e coberto quase até o queixo, se esforçava educadamente para murmurar e balbuciar suas últimas palavras, algo como: -Bbvoa Nnoitx.... psoal...........

Eles estavam começando a cair no sono, e Vanessah estava se preparando para uma de suas navegações feéricas pelo Mundo dos Sonhos. Aliás, você se lembra que havia experienciado, na viagem de navio, uma presença mágica em uma noite estrelada na Vastidão; era Vanessah que, de surpresa, chegava no meio de seu sono inconsciente, e de repente lhe revelava que podia guiá-la naquela jornada psíquica... Mas você ficou com muito medo na hora, por alguma razão, e negou o convite abrupto - você não tinha certeza se era Vanessah de verdade ou talvez alguma outra entidade, ou apenas uma halucinação onírica...? E misteriosamente, você também se esqueceu de perguntar diretamente depois à Fada ao longo dos dias de viagem... mas a resposta lhe veio numa outra intervenção ocasional de Vanessah; na última noite antes do Ataque Pirata... e a partir dali, vocês nunca mais haviam se encontrado até hoje.

Bom, os outros indo dormir (exceto Allegro aparentemente), e você já tendo repousado (sentia-se relativamente disposta), você poderia fazer alguns planos para o restante do dia. Mas era péssima a ideia de se afastar deles de novo, justamente quando os encontrava - embora exaustos daquele jeito...! Você provavelmente encontrará algo para fazer sem se entediar e sem arriscar muito.
« Última modificação: Outubro 11, 2017, 11:43:25 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #347 Online: Outubro 26, 2017, 12:00:43 pm »

Retha observava a garota após a pergunta, esperando uma resposta. Por alguma razão sentia um calafrio na espinha, mas logo ela sabe o porque: O olhar da caçadora. Ela reconhece que Syllence não tinha intenções de machuca a artesã, lembrando também em como a própria mãe olhava para os irmãos quando ambos traquinavam. Dai lhe ocorreu o pensamento: "Espera... Como elas se conheceram?" Em nenhum momento teve a oportunidade de perguntar a respeito, todavia Retha conheceu a garota a apenas alguns minutos atrás. Sentindo ter começado com um pé esquerdo com a criança drow.

A artesã arruma o cabelo novamente e nota o movimento da Allegro inda até a bolsa, mas é surpreendida pela fala da fada. Ela olha para a Vanessah indo dormir, demonstrando aborrecimento com uma careta. Mas meu rosto muda quando tenho outro estalo de memoria, recordando de ter sonhado e a fada ter aparecido nele, em minha viagem no navio oficial. Era outra pergunta que ela precisava fazer, mas assim como a anterior, não era oportuno. Ouço o barulho das minhas ferramentas novamente e viro para a minha bolsa com surpresa, notando a garota drow remexendo novamente nela. Aproximo e gentilmente crio uma pequena distância entre ela e a mochila, olho para Allegro e gesticulo com uma mão em sinal para ficar:

– Olha, talvez eu não consiga lhe ensinar muito se não souber a língua comum... Ponderava, mas voltava a falar.– Mas ainda posso lhe mostrar outras coisas, além das minhas ferramentas. Retha então vira para abrir a mochila e vasculhar, à procura de alguns itens. O primeiro que ela tira a pedra de topázio

– Ouvir dizer que o topázio, essa pedra, pode portar sabedoria, inteligência ou boa comunicação para quem a carregar. Se isso for verdade, pretendo fazer algumas joias para conseguir usar tal poderes facilmente. ISSO se eu conseguir sincronizar e não desperdiçar as propriedades dela... Também acho bonito quando colocam pendurados próximo a entrada da casa... Aqui!. A artesã coloca a pedra na mão de Allegro, com um sorriso de confiança. – Talvez já tenha visto ele por ai, mas talvez não como matéria-prima. Retha aguarda para ver a reação da garota, antes de puxar outro objeto da mochila.
« Última modificação: Novembro 12, 2017, 11:32:27 pm por Ninna N. P. Gomes » Registrado
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« Responder #348 Online: Novembro 06, 2017, 09:15:32 pm »



Iyas

- Em troca?... - suspeitou a senhora. - Tem uma boa porção de dinheiro na minha mão, Iyas. - amostrou de longe um saquinho de couro tintilando a moedas pesadas - Aquilo que puder economizar no mercado, de minha lista de compras, será doravante seu.

Então, aproximou-se da varanda e estendeu as mãos, com intuito de deixar cair até a sua posição em baixo, caso aceitasse o incomum negócio. Você, evidentemente, sabia que muitos patrões, ainda por vezes nem sempre os mais generosos, costumavam apesar disso confiar em seus servos para que saíssem com dinheiro na mão, e voltassem com o serviço solicitado realizado. Todavia, o que era incomum, era uma confiança indisciminada em alguém que sequer era um empregado, um doméstico, um servo... ou pior, um escravo.

Estaria disposto a você, abdicar de seu precioso tempo, por algum potencial trocado, ainda desconhecido?
« Última modificação: Novembro 06, 2017, 09:18:53 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #349 Online: Novembro 06, 2017, 09:27:37 pm »



Cael

De repente, seus olhos despertam... no mais puro Vazio....... aquoso, ciano... ou turquesa..... Inicialmente, uma escuridão. Mas seus olhos élficos, antigamente cansados pela ilusão, acabam percebendo os vultos clareantes da movimentação ao seu redor.... do próprio Ar.... que você respirava.

Você não tinha corpo. Mas só percebe depois de algum tempo; então, navegava parado, no Vazio amplo sem horizonte visível. Mas havia uma tranquilidade e um silêncio... uma Harmonia como nunca tinha sentido antes. Um frescor que transcendia a mais suave brise marítima.

Você se sentia renovado, sem nenhum pesar, nenhum cansaço físico, corporal; talvez mental - ainda a confusão dos dias últimos tinham lhe abalado a existência. Mas, aquilo parecia tão distante... tão irrelevante, frente ao momentum que estava presenciando, quase angélico; embora não percebesse nenhuma presença singular além da sua própria... e talvez... a do Outro... não o "seu Outro", sombrio! mas aquele Todo; aquela......... Vastidão?

Aonde é que você estava, realmente? Seria um sonho? Cadê todo mundo?
« Última modificação: Novembro 06, 2017, 09:50:03 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #350 Online: Novembro 06, 2017, 09:43:59 pm »



Retha

Allegro, primeiro parecendo frustrada por não poder chegar na rica diversidade de apetrechos que a mochila de forja apresentava (só do lado externo!), rapidamente prestava atenção em outra coisa talvez mais imediata; olhou com certa curiosidade pra você, enquanto falava um monte de coisas que ela provavelmente não entendia nada (mas, como saberia? além disso, o que vale não é a intenção?...), mas, assim que apresentou a pedra preciosa, parece que seus olhos, profundos e sombrios como a noite, vibraram!

Assim que você depositava o mineral lapidado na mãozinha dela, ela puxou com intensidade, primeiro olhou bem de perto do rosto, boquiaberta e contra alguma luz que havia no quarto, e depois saiu correndo, para debaixo da cama de Cael e de Vanessah, em que ali se escondeu, com seu "novo brinquedo"...! Mas, você podia agora enxergar uma leve protuberância extra, quase estática, na lateral da cama por trás das cobertas que ficavam suspensas e quase encostando no assoalho do quarto.

Parabéns...!! Você salvou as suas ferramentas!! e talvez tenha conseguido algo extraordinário para entreter a pequena Drow.
« Última modificação: Novembro 06, 2017, 09:56:01 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #351 Online: Novembro 13, 2017, 01:54:26 am »

A expressão confiante de Retha permaneceu ao ver a reação da criança drow com a pedra, mas a própria expressão mudou aos poucos, quando toda aquela ação passou por seus olhos. "Mas o quê...?!" Foi o primeiro pensamento dela em uma expressão de duvida, ainda refletindo a respeito. "Bem... Isso servirá! Depois recupero."

Fato é: A mochila dela, por hora, estava a salva. Também era a chance de arruma-la e achar um local para colocar, longe das mãos da Allegro caso Retha estivesse ausente. Sapeca por experiência, enquanto percorria os olhos pelo quarto, passava em sua cabeça onde ela poderia colocar a mochila e como a criança drow poderia tentar pega-la. Após achar o local infalível, segundo sua opinião -por sobre um armário- , ela apresentava certa disposição do que os demais lá dentro. Mas Retha não pretende passar o dia todo vigiando seus companheiros, como a própria fada comentou, em silêncio.

Enquanto seus colegas dormiam, e a outra brincava, ela recorda também do ultimo membro ainda não presente no quarto: O mercenário antissocial, Iyas. "Ué, cadê o malhado?" Mais uma pergunta sem resposta por aquele dia. "Pior, ainda não sei muito sobre o desafio desde de que me estabeleci aqui... Será que vamos precisar lutar até a morte pelo prêmio?.. ou talvez um labirinto? Parece excitante!... de inicio." A garota artesã decide ir até uma janela para receber a ventania do dia, tentando esvaziar a sua cabeça de tantas perguntas, ainda mais sem respostas imediatas. Após abrir um pouco, ela se encosta em um dos lados da janela, a tentar observar a cidade e o céu.
« Última modificação: Janeiro 24, 2018, 11:57:06 am por Ninna N. P. Gomes » Registrado
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« Responder #352 Online: Novembro 15, 2017, 12:37:49 am »

O jovem homem estreitou olhar, fitando o horizonte, que no momento não passava das paredes daquela casa, enquanto torcia os lábios por uma fração de segundos. Ponderava em tudo aquilo que seus pensamentos o traziam sobre a situação. Desfez aquela cara ligeiramente emburrada em uma expressão neutra, olhando para a senhora desconhecida de maneira agora decidida, ou o mais decididamente que lhe era possível, uma vez que não chegou encontrar seu olhar com o dela sequer uma vez.

Deu dois passos adiante, estendendo a mão direita e já encontrava-se posicionado a receber o saquinho que a mulher havia mostrado. Acenou positivamente com a cabeça, mostrando que havia concordado com a proposta. A mulher então largou o saco, que foi pego sem nenhuma dificuldade pelo viajante.

- Escravo o que… - murmurava ranzinza de maneira inaudível, fitando o saquinho. Já se irritando com os próprios pensamentos…

Não bastava a raiva que o elfo ruivo o fez passar, aquele machucado estranho, agora sua mente estava querendo fazer paralelos que não iriam melhorar nem um pouco aquele dia… Dia que acabara de chegar em terra firme! Escapado de uma morte nada digna de náufrago à deriva. Era para se sentir grato por ter um futuro que não fosse ser comida de peixes e serpentes marinhas, em vez de ficar remoendo o passado. Não queria isso, não agora, e definitivamente não sem uma bebida bem forte para ajudar. Havia literalmente, tropeçando em uma oportunidade de ganhar uma gorjeta, sabe-se lá qual fosse a quantia... Mas isso deveria com isso esfriar mais a cabeça…  Ao menos esse era o plano e por isso que havia saído da taberna para começo de conversa.     

Deu alguns passos em marcha ré, voltando a erguer a cabeça em direção a local, enquanto guardava o saquinho dentro de sua camisa.

- Até - disse, no tom mais neutro possível.

Iyas então fez um de suas reverências desprovidas de qualquer fluidez ou elegância, curvando-se  brevemente em despedida e logo se endireitando. Então, virou-se na direção indicada e começou a rumar ao mercado tão procurado.
« Última modificação: Novembro 15, 2017, 12:40:26 am por JP Vilela » Registrado
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« Responder #353 Online: Janeiro 24, 2018, 01:30:12 am »



Cael, Retha

Retha, de repente vê Cael se levantando num sobressalto, sentado na cama ainda sob as cobertas, e Vanessah caindo em direção ao chão ao lado da cama mas conseguindo evitar o choque com um curto vôo planante e raso... Os olhos de Cael estavam bem despertos.

Tanto Cael quanto Vanessah, tinham acordado de súbito - mal tinham ido dormir - de um suposto sono perfeito... como se tivessem dormido uma inteira noite como qualquer outra - ou talvez um pouco melhor do que qualquer outra -, e não se sentiam mais exaustos pelo fatídico naufrágio... Estranham a já não-ardência das órbitas oculares, e a leveza do corpo e da mente. Vanessah levitava então lentamente para cima, olhando ao redor com curiosidade, buscando as pessoas; enxergou Retha, percebeu o vulto escondido de Allegro, viu Cael acordando, ficando em dúvidas de quanto tempo tinham realmente dormido... olhou pela janela, suspeitando de algo; e depois para Syllence, que, esta sim, parecia dormindo profundamente.
« Última modificação: Janeiro 24, 2018, 01:30:24 am por Wyczek » Registrado
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« Responder #354 Online: Janeiro 24, 2018, 01:54:47 am »



Iyas

O sol a pino do início da tarde na ilha começava a aquecer o solo e as ruas da cidadezinha de Arkhóreas; o Mercado não setaria muito longe; pela orientação solar, você percebe que a rua da Taverna dos 7 Mares, a qual você pega novamente, é Leste-Oeste, e depois você chega na encruzilhada em que, para o Sul, havia as largas escadarias em direção à praia, e, ao Norte, seguindo talvez mais de 150m em diante ao longo de uma rua larga de terra com esparsa grama e uma série de lajotas claras e semeadas de forma relativamente ordenada, ladeada por algumas árvores e alguns poucos casarões sem entradas, isso desembocava numa larga praça, com uma fonte d'água central, e algumas diversas tendas de comércio improvisadas por cá e por lá, e até que algum movimento não insignificante para um local tão remoto... Talvez seria possível contar umas 20 pessoas que por ali circulavam...?
Além da larga praça comercial, mais ao Norte erguia-se um altíssimo monte crescente, mas não muito íngreme; antes da ladeira mais inacessível, no entanto, um pouco acima da altura da praça, havia uma mansão com grande pátio frontal e que parecia ter uma relevância grande para a cidade; talvez uma Prefeitura ou Centro Administrativo. A Oeste e a Leste, abriam-se vias largas e importantes, mas com relativamente pouca circulação - a maioria das pessoas estavam concentradas na praça mesmo, fazendo compras e negócios, ou simplesmente jogando conversa fora em duplas ou pequenos grupos; chapeus de palha ou couro, bandanas e lenços nas cabeças, ou as próprias lonas listradas das tendas mercantis, eram disseminados pelas pessoas dali, provavelmente por conta da intensidade da luz solar, na Vastidão.

Você abre a sacola de pano da dona, e, mediante o tintilar de moedas ao fundo, encontra, antes de mais nada, um rolo de um papel espesso e duro, com uma lista de inscrições numa caligrafia decente... mas claro, impossível para você decodificar...! Haveria ali talvez uns 6 itens para comprar, seria...?
« Última modificação: Janeiro 24, 2018, 01:57:03 am por Wyczek » Registrado
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« Responder #355 Online: Janeiro 24, 2018, 02:44:18 pm »

A janela aberta dava vista apenas ao vastidão azul do mar, revelando apenas alguns pontos interessantes da ilha, mas sendo impossível ver a cidade. Retha fechou os olhos para sentir a brisa no rosto, quando teve um leve sobressaltou pelo despertar repentino da fada e do elfo ruivo. Ela olha para cima, falando com a fada:

– O que foi isso? Já recuperaram as forças com, o quê, minutos de sono?... Eu não fiz barulho, eu acho.

Retha se distanciava da janela, surpresa pela (suposta ou não) magia da fada, para ir ate a ponta da cama de Cael, quase que de forma abrupta. Com os olhos brilhantes de curiosidade e quase pulando para sentar na cama, ela cruza as pernas no colchão, apoia os cotovelos em cada joelho e olha para Cael. Aquele comportamento da garota era comum quando queria ouvir uma historia a qual interessava:

– E ai, como foi o "sonho de fadas"? Foi o seu futuro? Ou seu passado? Ou melhor, um desejo seu se realizando? Ou a Vanessah apenas lhe apagou e despertou, nem permitindo sonhar?
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« Responder #356 Online: Fevereiro 14, 2018, 02:41:38 pm »

Ao notar a listinha de compras, o viajante deu de ombros, não chegando a se incomodar muito com aquilo. Já sabia que teria que pedir ajuda de algum local para saber o que aquela mulher de atitudes no mínimo esquisitas queria para seu amoço... chá da tarde... jantar... ou seja lá qual fosse a refeição que quisesse fazer com aquelas compras.

Durante esses meses em que viajava já havia se tornado algo bem comum ter de parar alguém para pedir informações. Só tentava escolher alvos que tinham a cara mais amigável, para não ser passado para trás com informações incorretas, ou deliberadamente falsas. E para isso não havia pressa. As primeiras vezes que havia feito isso fora um tanto assustadoras, mas conseguiu chegar até aqui se virando dessa forma e aprendendo um idioma novo no processo.

Seu real interesse a final de contas era arrumar um novo turbante para proteger sua pele manchada do sol, que não era muito diferente em intensidade de sua terra natal. Aquele tipo de peça  de vestimenta era uma parte constante do seu vestuário a anos, e quando estava forçado a andar por ai sem, se sentia estranho.

Adentrava no mercadinho local, passando pelas diversas barracas e conferindo o que era comercializado por ali. Mais uma vez se lembrando de Vel'Parl e comparando as localidades. Diferente daquela ilha, os mercados era enormes e capazes de sobrecarregar os sentidos de quem passeasse por entre as tendas de cores berrantes, os barulhos dos vendedores gritando, competindo com suas vozes pela atenção dos transeuntes, e os cheiros que iam dos mais agradáveis perfumes e sabonetes a odores que era melhor nem saber de onde estavam vindo, tudo isso misturado em um caos efervescente.

Era bom fazer compras em um lugar pacato para verear, e sem pressa o estrangeiro se aproximou-se de uma tenda onde podia ver alguns tecidos e roupas sendo vendidas. Despretensiosamente, passava a mão por alguns, sentindo a textura dos materiais com os quais eram feitos.
« Última modificação: Fevereiro 14, 2018, 03:02:06 pm por JP Vilela » Registrado
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« Responder #357 Online: Julho 12, 2018, 05:46:28 pm »



Retha e Cia. [-Iyas]

Cael, ainda perplexo pelo súbito despertar, mas sem aparentar o cansaço físico de antes, fitava-a nos olhos. Então balbuciou algumas palavras incompreensíveis, depois conseguindo articular as seguintes palavras dirigidas a você:

C-c-como é...? S-senhorita Retha, eu simplesmente... eu não sei o que aconteceu! — parou e pensou olhando para as próprias cobertas, e depois para a janela — Que horas são agora? — indagou um pouco aflito.

Vanessah rapidamente toma a palavra e diz quase gritando:
Mas é óbvio, né, Caelzinho?! Minha magia mágica incrível neutralizou toda a rebentação que essa ressaca horrível do mar provocou na gente...! HAHAHAHAHA!!! — assentava-se numa gargalhada estridente e orgulhosa; depois de um momento, disse a você: — E você, Rethinha? Você não parece cansadinha hoje, não é mesmo...? Aaah! Vamos conhecer a cidade então?? — disse de repente, exaltada.

Quanto à breve vistoria que você fez através da janela do quarto, havia do lado de fora uma espécie de jardim a ceu aberto, ou corte interna, de área retangular comprida (com piso na altura do 2º andar mesmo) apresentando bastantes plantas diversas e bem cuidadas, com longos caminhos de um madeirame enquanto assoalho, ladeando as paredes limites.



não existe uma boa representação imagética no momento, mas o conjunto destas imagens deve contribuir para uma melhor visualização do tipo de ambiente:

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« Última modificação: Julho 12, 2018, 06:03:27 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #358 Online: Julho 14, 2018, 08:00:08 pm »

O brilho em seus olhos logo sumia tão rápido quanto veio, Retha bufava pela leve tristeza que teve em não haver nada para ouvir. Quando estava para responder Cael, a garota leva um susto pelo movimento, ou entusiasmo, da Vanessah. Naquele momento levantava a postura, agora com os braços esticados com suas mãos segurando ambos os calcanhares, com as pernas cruzadas. Acompanhava a fada com uma risada leve até perceber que Retha estava sendo o foco das atenções, piscando rapidamente:

— Ãaah, Claro! Vamos sair e descobrir mais sobre a ilha e sobre o desafio. Eu própria depois de um longo sono, esqueci dos detalhes. He,he,he. Levava uma mão para atrás da cabeça e coçava com um sorriso torto. Continuava, mais determinada: — Bem, agora tendo o dois acordados, podemos sim sair para a cidade!

A garota se movimentava para fora da cama, logo que terminou a fala, dando espaço para o elfo ruivo pudesse fazer o mesmo. Se fosse o caso de sair, ela levaria apenas o necessário e não a mochila inteira, enquanto estivesse fora o objeto estaria em um local seguro no quarto, ou ao menos seguro da Allegro. Tendo um súbito estalo, fala novamente para qualquer um dos dois acordados: — Olha, a Allegro agora esta debaixo de uma cama com um tropázio azul. Então... Quem ficará para cuidar da criança? Um pouco depois caiu a ficha de que ela também era considerada criança para a maioria dos mais velhos, mas preferiu ficar em silêncio nesse aspecto.
« Última modificação: Julho 29, 2018, 01:40:28 am por Ninna N. P. Gomes » Registrado
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« Responder #359 Online: Julho 15, 2018, 12:50:10 am »



Iyas

Chamou-lhe a atenção do tato uma textura muito macia de algumas calças e coletes coloridos e um pouco espessos demais para seu gosto, mas que pareciam ser combinações de indumentárias típicas de regiões desérticas­ — interessante coincidência...! —, quem sabe de alguma etnia desconhecida do Continente Árido? Algum lugar mais frio talvez.

Enquanto analisava aquelas misteriosas roupagens, quase não percebeu a presença sutil de uma figura larga e sombria se aproximando ao seu lado; estranhamente, apesar do tamanho não-humano, seus movimentos eram tão pouco ameaçadores que você não se sentiu desconfortável, até olhar aturdido para seu rosto...! Isto, no momento em que uma voz bem grave porém inusualmente vagarosa o cumprimentava:

Booom diia, Senhoor! Como posso ajudáá-lo? — tratava-se de um robusto minotauro de pelagem preta e lustrosa. Mas tinha um aspecto protocolar bastante educado e...... bucólico, por assim dizer! Ele era o mercador daquela tenda; então ficou a olhar pausadamente para você, talvez de memória comparando seus trajes com aquilo que ele vendia, ou quiçá examinando traços de seu distante fenótipo do Quozor. Por sua vez, o vendedor ruminante-antropomorfo vestia uma túnica azulada com um recorte aberto na altura do peito no qual pendia um talismã dourado incrustado de joias brilhantes diversas, e tinha um cinturão de pano com várias bolsas do mesmo material; tinha no focinho e nas orelhas alguns piercings metálicos elegantes demais pro seu gosto (homens do Continente Árido comumentemente usam brincos e às vezes outros tipos de adornos, porém raramente desta excentricidade aqui) com várias correntezinhas penduradas e cheias de adornos e sim, mais cristais. No todo, a você parecia, uma efígie pra lá de cabalística.
« Última modificação: Julho 15, 2018, 12:54:15 am por Wyczek » Registrado
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« Responder #360 Online: Julho 20, 2018, 05:25:06 pm »

O forasteiro deu um passo para o lado, assim posicionando-se em frente ao grande vendedor peludo. A quantidade de adornos que aquele sujeito carregava mostrava que seus negócios andavam bem ao que parece. Iyas tentava não usar sua costumeira cara fechada e nada amigável, preferindo uma expressão mais despreocupada que lhe ajudasse na comunicação.

   - Olá. - puxou uma das calças que estava tateando, e casualmente começou a enrolar em volta do pescoço como faria com seus turbantes - Eu procurar shemagh. Querer comprar - disse completando a ação com um dos canos da calça sobre a cabeça - Defender Sol… Poder ser tecido. - esticando o cano da calça com as duas mãos, gesticulando que obviamente queria uma peça mais larga para o propósito que descrevia. - ser… - Abriu os braços na envergadura máxima para demonstrar o tamanho e em seguida aproximou as palmas a uma distância de meio metro, demonstrando o tipo de largura que procurava.

Esperava que o vendedor estivesse com paciência hoje para acompanhar o que ele queria dizer com essa explicação improvisada.

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« Responder #361 Online: Julho 25, 2018, 02:58:11 pm »



Retha e Cia.

Uma voz familiar próxima à janela respondia com um ar sério:

Eu é que vou cuidar dela! — era Syllence que também tinha despertado, e embora parecesse sentir algum desconforto num de seus braços o qual enlaçava com a outra mão, a Drow parecia, assim como os demais, ter perdido o cansaço aterrador de antes. Agora, ela fitava através da janela, em silêncio, dando as costas a vocês.

Cael, ainda sentado na cama, tentando compreender o occorido, passava a mão nos cabelos ajeitando-os como podia, diz a você, talvez lembrando-se de suas interrogações:

My lady Retha...! Lembro-me do que sonhei...: eu estava no fundo do mar... e eu estava... Respirando! Mas... durou tão pouco tempo... — seu rosto parecia inicialmente perplexo, talvez inconformado de um sonho bom que tivesse sido interrompido subitamente na melhor hora, porém sua expressão parecia ao mesmo tempo solene, não esbanjando nenhum sorriso ou aflição, como se sua mente ainda estivesse transitando de um mundo dos sonhos para o outro mundo, real — Acordamos assim tão depressa, mesmo? — olhou para você, erguendo uma sobrancelha.

Ai, que lindinha!! Você vai ficar cuidando sozinha da nossa Allegrinha enquanto nós vamos passear em Arke... Arkhuário.. AAKH!! ARKHÓREAS?!!!! — bradou Vanessah a Syllence; que pouco fez menção de responder, exceto talvez com um breve e lento movimento assertivo com a cabeça.
« Última modificação: Julho 25, 2018, 03:01:02 pm por Wyczek » Registrado
Ninna N. P. Gomes
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« Responder #362 Online: Julho 29, 2018, 01:37:47 am »

Olho surpresa para Syllence, de costas para mim e os demais. "Talvez estivesse refletindo sobre o sonho ou os problemas pessoais. Quem poderia saber?" Fazia biquinho enquanto pensava, jogando a cabeça levemente para o lado e repousando as mãos no quadril. Todavia, minha atenção é tomada pelo elfo Cael e ouço cada sentença com um pequeno sorriso. Estava para lhe fazer várias perguntas, mas não parecia apropriado diante daquele rosto neutro, ainda mais quando o próprio admitia que não recordava muito. Quando a pergunta foi proferida por ele, dou de ombros:

— Eu não contei o tempo, mas tive a impressão que passou rápido. Sem falar que você acordou e dormiu duas vezes. Dava uma risada com a declaração, mas ela ficou mais larga quanto a tentativa da fada em pronunciar o nome corretamente. Contive a risada com uma mão a boca e balançando a outra. — Ok, vamos para o centro, hahaha!... Ai, ai... Senhor Cael, você vem conosco ou vai ficar? Enquanto perguntava, aproximava da mochila e puxava a bolsa de dinheiro e a cabaça para encher de água mais tarde. Já havia esquecido uma vez e dessa vez ela não deixará passar.
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Space Gnome

« Responder #363 Online: Julho 29, 2018, 10:58:37 pm »



Iyas

Mmmmm — mugiu pensativo o minotauro comerciante. Alguma coisa em seu olhar parecia sugerir que ele entedia o que você solicitava.

Então, entrou pra dentro da lona numa parte obscura, e depois de alguns segundos morosos, ele retorna não com um shemagh senão com uma boina castanha-clara sem visor, e parando em sua frente, estende o produto com as duas mãos na sua direção, dizendo:

Estamos em falta; de artigos de sua região; bem como de piratas. Mas, tenho ainda no estoque; chapeus assim. — insistiu na venda.
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Space Gnome

« Responder #364 Online: Julho 29, 2018, 11:47:45 pm »



Retha e Cia.

É verdade que Syllence sempre pareceu bastante independente do grupo desde que a conheceu; mas alguma coisa na reação dela levava você a intuir, misteriosamente, de que havia algo a mais que passava através do espírito dela naquele momento. Mas pensar um pouco a respeito por alguma razão incompreensível lhe arracava um calafrio da espinha.

Cael fica visivelmente desconsertado com sua fala; se é que sequer a tinha entendido direito: — D-dormir duas vezes?? — disse. Então, de repente seus olhos pareciam procurar alguma outra coisa, mas logo parou de se inquietar e empenhou-se, respeitosamente, em se levantar da cama, frente às damas presentes naquele aposento. Suas mãos então rondam e tateiam sua cintura, mas não havia nada junto a seu corpo, então como que parecendo um pouco mais relaxado, diz, olhando para você e Vanessah: — My ladies, eu acompanharei vocês. — então, começa a arrumar a cama e a colocar os sapatos.

Vanessah já começa a pensar nos planos na cidadezinha antes do anoitecer: — Então, meus lindinhos e lindinhas! Vamos arrasar na cidade! Primeiro, vamos visitar várias lojas!! O mercado massivinho!... e fazer umas compras e gastar o dinheiro!! Depois, vamos visitar uns castelinhos! Ou quem sabe primeiro fazer turismo nas igrejinhas ou templinhos! AH! Mas tem as pracinhas também! E tem os montes ali do farol pra subirmos! Mas antes, tem a biblioteca dos livros mágicos que eu quero conhecer! Vamos então fazer uma expedição na Ilha dos Desafios bem antes do anoitecer! Aí a gente volta pra cá e toma o café da tarde às 18:00, e resolve a pendência com o Sr. Massivo-Graadmonz! Que tal?? Vamos, vamos!! Tchau, tchau, Syllencinha! Cuide bem da Allegro! Tchau Allegrinha, cuide bem da Syllencinha! — Vanessah sumia pra debaixo da cama aonde estava a criança, depois ressurgia e pousava, finalmente, no seu ombro. Mas você que escolhe a programação, Rethinha! Afinal não teria graça nenhuma se eu comandasse tudo! porque seria perfeito demais, né?! — revela orgulhosamente.
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« Responder #365 Online: Julho 30, 2018, 06:57:21 pm »

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— Estamos em falta; de artigos de sua região; bem como de piratas. Mas, tenho ainda no estoque; chapeus assim. — insistiu na venda.

Aquele chapeuzinho além de ridículo para o senso de estética do mercenário do deserto não parecia algo que permaneceria na cabeça do sujeito durante uma situação de combate em que sua velocidade e energia explosiva eram utilizados frequentemente. Bem, ao menos estava contente que a grande criatura a sua frente teve a paciência de lhe atender mesmo não conseguindo se comunicar, e portando-se nada a altura esperada de pessoas com recursos para ostentar uma aparência como a do próprio vendedor.   

O forasteiro abaixou os olhos suspirando em decepção… quase melancólica, resmungando alguma coisa em seu idioma natal, difícil de entender sequer as sílabas utilizadas. Desenrolou aquela calça seu pescoço, e a estendeu em direção ao minotauro mercante, com a mão não machucada pela magia estranha de Cael:

- Quanto ser? - questionou levando os olhos, com uma expressão ainda interessada em fazer negócios. Aquela adversidade não seria capaz de frustrar os planos de um Lobo da Companhia. - Eu querer.

A cor era carmesim mas todas as calças que via ali eram igualmente coloridas se não mais berrantes, o tecido era mais grosso do que queria, mas suave o suficiente para seu gosto, aquilo deveria servir. 

Também queria aproveitar a oportunidade de ter encontrado alguém comunicativo logo de primeira e pegou a lista da mulher estranha, desdobrando o papel. Posicionou-se ao lado do vendedor, erguendo o papel com a mesma mão em estado normal que segurava a roupa:

- Onde eu comprar? - usando de assistência ao o questionamento a outra mão, que meneava em direção as outras barracas daquele mercado.

Matar logo aqueles dois coelhos com uma cajadada.
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« Responder #366 Online: Julho 31, 2018, 12:50:27 am »

Ela conferia novamente o que levava consigo no corpo antes de sair para a cidade, sentindo-se satisfeita com a decisão tomada. Levava um pequeno saco contendo dinheiro, a cabaça vazia e as luvas, tudo atadas ao cinto simples de aldeã. A garota sorriu para Cael quanto recebia a resposta do elfo, confirmando a companhia

— Eba! Borra passear. Até reparou na atitude de Cael em pé arrumando a cama e depois olhou em direção à cama que usava. Ela não vendo necessidade de fazer o mesmo com a própria cama, mesmo que houvessem pessoas que pensariam diferente a primeira vista, Retha deu de ombros para a ideia. Depois que ela retoma a atenção a fada, talvez perdendo metade do que era falado. Tendo a Vanessah em seu ombro, a criança ponderava por um bocado de tempo sobre as opções.

— Hum... Ok-ok! Primeiro, para a praça central. Eu não sei vocês, mas eu quero descobrir qual é a desse desafio para nós antes de passear pela cidade. Estou curiosa! Depois decidimos, talvez dando um giro em todos os lugares.

A criança energética avançava sem muita cerimonia para a porta do quarto, todavia parando depois de abrir e olhando para Syllence. Ela queria fazer muitas perguntas, mas apenas uma foi proferida, pois as demais poderiam esperar. — Moça, quer alguma coisa da cidade?
« Última modificação: Julho 31, 2018, 12:53:00 am por Ninna N. P. Gomes » Registrado
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« Responder #367 Online: Agosto 05, 2018, 08:47:35 am »



Iyas

Mmmm... Estas calças estão a 2 contos. Mas, com a atual liquidação, faço para você... por 1 conto e 5 escudos. — Era um valor relativamente acessível por uma peça de roupa com tanto tecido. No entanto, iria você fechar o negócio, mesmo não sabendo se iria ter condições de recuperar honestamente o dinheiro deste investimento, na Ilha dos Desafios?

De qualquer modo, o vendedor, pendendo a cabeça sobre a lista de compras a qual você expunha, e talvez intuindo sua dificuldade linguística, diz-lhe: — ­Mm. É no setor rural. Ali. — estendeu a mão direita para a porção do mercadinho que ficava à esquerda da fonte central, a Oeste, em que havia outros estandes, visivelmente com frutos grandes e legumes encaixados a mostra — Mas, o leite o senhor não vai encontrar hoje aqui. Mmm. — concluiu com inquietude.

Você já começava a supôr que ia ter mais problemas com essa lista do que gostaria...!
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