O que mestres de RPG podem aprender com o teatro de improviso

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Autor Tópico: O que mestres de RPG podem aprender com o teatro de improviso  (Lida 675 vezes)
Leonardo Bighi Lourenço
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« Online: Setembro 05, 2015, 05:45:28 pm »

Na falta de grupo pra jogar, dei pra colocar minhas experiências como mestre por escrito.

Quem quiser ler e discutir, reuni dois dos meus conhecimentos: mostrar rpg, e improvisar.

Então taí meu texto louco. Vamos conversar sobre ele?

http://regrasdojogo.com/rpg/nao-diga-nao/
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Wyczek
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Space Gnome

« Responder #1 Online: Setembro 05, 2015, 09:30:58 pm »

Bom, eu li e achei bem consistente com a realidade do RPG.

No caso da modalidade PbF (Play-by-Forum) de RPG, que acredito é o que nós mais jogamos aqui por sinal, também ocorre improvisão, então, as mesmas problemáticas que você descreveu no blog, também se aplicam; apenas é um pouco diferente do RPG de mesa.

Porque o PbF não é cênico, e sim literário (a comunicação é por escrito); além disso a comunicação é assíncrona (as respostas aos posts do narrador e dos jogadores pode demorar minutos, horas, dias, semanas, para surgirem); o legal disso é que, os participantes (especialmente o narrador eu diria) têm a possibilidade de refletir bastante antes de postarem.

A experiência pessoal que eu tenho como narrador, sugere que eu acabei me adaptando muito melhor à praxis de narração na modalidade PbF do que na de mesa, justamente porque eu descobri que tenho maior facilidade em produzir respostas mais satisfatórias para um jogo tendo mais tempo para refletir sobre as eventuais escolhas narrativas, do que produzir respostas quase instantâneas para situações em tempo real - por mais que eu aprecie a praxis cênica e de improviso. Penso que no PbF, esse retardo nas respostas não descarta necessariamente a noção de que continua havendo improvisação; desse modo, segue as mesmas regras que você indicou. Apenas, no PbF ainda é possível re-trabalhar as respostas (às vezes pouco, às vezes muito) antes de lançá-las ao ar definitivamente.

A única observação "proibitória" que tenho a fazer, é que você trata apenas da realidade do RPG de mesa, ou pelo menos daquelas modalidades de RPGs síncronos (de mesa, live action, chat talvez...), e deixa de lado as modalidades essencialmente assíncronas (a mais comum é o PbF; mas tem tb PbM [Play-by-Mail], e até por postagens de vídeo de respostas...! pelo menos PbF e PbM se inscrevem na categoria maior de PbP [Play-by-Post])
« Última modificação: Setembro 05, 2015, 09:39:37 pm por Wyczek » Registrado
Leonardo Bighi Lourenço
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« Responder #2 Online: Setembro 09, 2015, 10:29:21 am »

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A única observação "proibitória" que tenho a fazer, é que você trata apenas da realidade do RPG de mesa, ou pelo menos daquelas modalidades de RPGs síncronos (de mesa, live action, chat talvez...), e deixa de lado as modalidades essencialmente assíncronas (a mais comum é o PbF; mas tem tb PbM [Play-by-Mail], e até por postagens de vídeo de respostas...! pelo menos PbF e PbM se inscrevem na categoria maior de PbP [Play-by-Post])

Esse é um excelente ponto.

Parando pra pensar agora, essa modalidade merece alguns posts à parte. O ruim é que tenho pouca experiência nessa área. Vou precisar pesquisar mais pra escrever sobre isso, mas pelo menos ler sobre RPG é divertido.

Uma dúvida que eu sempre tive sobre PbF e demais modalidades assíncronas: esse longo intervalo entre respostas não acaba quebrando o clima não?
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Wyczek
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Space Gnome

« Responder #3 Online: Setembro 09, 2015, 12:52:13 pm »

Vou precisar pesquisar mais pra escrever sobre isso, mas pelo menos ler sobre RPG é divertido.

Não apenas pesquisar; como jogar PbF também - seria fundamental para entender a dinâmica dessa modalidade. Note que, só aqui na FaleRPG, estão rolando muitos jogos (alguns chamam de "mesas") de PbF na seção adequada. Dê uma olhada eventualmente; quem sabe pode até tentar jogar aqui; como jogador ou narrador.

Uma dúvida que eu sempre tive sobre PbF e demais modalidades assíncronas: esse longo intervalo entre respostas não acaba quebrando o clima não?

Sim, e não.

Se por um lado a demora - intrínseca ao PbF - pode provocar insatisfação; ao mesmo tempo, é também responsável por alimentar expectativas e construções poéticas profundas acerca do universo do jogo. Eu comparo isso à vontade de continuidade numa mesma campanha de RPG de mesa, de uma seção para a seguinte; em que os jogadores continuam "jogando RPG", em suas próprias mentes, imaginando e fantasiando acerca do que poderá vir a ocorrer com seus PJs a seguire, já que de qualquer forma eles precisam esperar o próximo encontro presencial. Essa é uma das maiores riquezas secretas do RPG "serizado", e que, se no RPG de mesa pode ser facilmente identificada no período entre uma seção e outra, no RPG PbF pode ser observado entre um post e outro.
Um outro exemplo paralelo: se você já jogou xadrês assíncrono, é a mesma experiência: você pode ficar matutando enormemente sobre as próximas jogadas, enquanto não ocorrem - e pode ser prazeirosamente viciante; eu mesmo resolvi parar de jogar xadrês assíncrono com um amigo, porque eu percebi que estava começando inclusive a sonhar ou halucinar sobre as partidas, no estágio REM do sono, tamanho tinha se tornado meu foco sobre o extenso jogo (aquilo estava ocupando demais a minha mente; além do que eu gostaria!).
Então, considere que a imersão que ocorre no RPG PbF, tem um aspecto que é similar à imersão que ocorre no RPG de mesa (notadamente, entre as seções); e quem joga RPG de mesa, provavelmente já experienciou a potência disso; caso contrário, acredito que não compareceria à próxima seção! Claro, estamos chegando no próprio ponto de que, na realidade, uma das grandes atratividades do RPG, além de jogar propriamente, é tomar conhecimento do que acabará acontecendo a seguir (como se fosse uma série de TV). Esses dias ouvi alguém falando numa campanha que durou 8 anos...

Voltando à questão de demoras de postagens que são prejudiciais ao PbF:
Alguns PbFs podem ser jogados com bastante rigor em relação a prazos de postagens - muito bem definidos; e faltas sistemáticas podem inclusive levar à expulsão de jogadores inativos. Aqui na FaleRPG (ou talvez na nossa cultura brasileira em geral), me parece, não costumamos ser tão rígidos assim. Agora, se você for no RPol, que é uma grande comunidade internacional de RPG PbF, notará que diversos "gringos" de lá, jogam de uma forma um pouco 'séria demais', pro gosto da maioria de nós. Existe fundamento nesse rigor todo - manter uma mesma frequência constante de postagem, para não prejudicar a fluidez da narrativa coletiva assíncrona. Infelizmente, um rigor excessivo também pode  prejudicar a diversão de qualquer jogo. O ideal me parece é buscar sempre um equilíbrio entre os participantes.
Muito já se pensou a respeito. Já ouvi até a história interessantíssima, de um narrador que resolveu encarar o problema de uma forma criativa: criou um universo em que os PJs foram amaldiçoados, de tal modo que, 'aleatoriamente' (isto é, quando um jogador fica ausente do PbF por um tempo além do desejado), seu PJ simplesmente desparece para uma dimensão-parelala, perdendo a ação; desse modo o jogo continua fluindo, e não há nada de absurdo nisso porque os coitados dos PJs já se acostumaram com a maldição.
« Última modificação: Setembro 09, 2015, 01:21:53 pm por Wyczek » Registrado
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