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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Wyczek Online Novembro 06, 2017, 09:43:59 pm »


Retha

Allegro, primeiro parecendo frustrada por não poder chegar na rica diversidade de apetrechos que a mochila de forja apresentava (só do lado externo!), rapidamente prestava atenção em outra coisa talvez mais imediata; olhou com certa curiosidade pra você, enquanto falava um monte de coisas que ela provavelmente não entendia nada (mas, como saberia? além disso, o que vale não é a intenção?...), mas, assim que apresentou a pedra preciosa, parece que seus olhos, profundos e sombrios como a noite, vibraram!

Assim que você depositava o mineral lapidado na mãozinha dela, ela puxou com intensidade, primeiro olhou bem de perto do rosto, boquiaberta e contra alguma luz que havia no quarto, e depois saiu correndo, para debaixo da cama de Cael e de Vanessah, em que ali se escondeu, com seu "novo brinquedo"...! Mas, você podia agora enxergar uma leve protuberância extra, quase estática, na lateral da cama por trás das cobertas que ficavam suspensas e quase encostando no assoalho do quarto.

Parabéns...!! Você salvou as suas ferramentas!! e talvez tenha conseguido algo extraordinário para entreter a pequena Drow.
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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Wyczek Online Novembro 06, 2017, 09:27:37 pm »


Cael

De repente, seus olhos despertam... no mais puro Vazio....... aquoso, ciano... ou turquesa..... Inicialmente, uma escuridão. Mas seus olhos élficos, antigamente cansados pela ilusão, acabam percebendo os vultos clareantes da movimentação ao seu redor.... do próprio Ar.... que você respirava.

Você não tinha corpo. Mas só percebe depois de algum tempo; então, navegava parado, no Vazio amplo sem horizonte visível. Mas havia uma tranquilidade e um silêncio... uma Harmonia como nunca tinha sentido antes. Um frescor que transcendia a mais suave brise marítima.

Você se sentia renovado, sem nenhum pesar, nenhum cansaço físico, corporal; talvez mental - ainda a confusão dos dias últimos tinham lhe abalado a existência. Mas, aquilo parecia tão distante... tão irrelevante, frente ao momentum que estava presenciando, quase angélico; embora não percebesse nenhuma presença singular além da sua própria... e talvez... a do Outro... não o "seu Outro", sombrio! mas aquele Todo; aquela......... Vastidão?

Aonde é que você estava, realmente? Seria um sonho? Cadê todo mundo?
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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Wyczek Online Novembro 06, 2017, 09:15:32 pm »


Iyas

- Em troca?... - suspeitou a senhora. - Tem uma boa porção de dinheiro na minha mão, Iyas. - amostrou de longe um saquinho de couro tintilando a moedas pesadas - Aquilo que puder economizar no mercado, de minha lista de compras, será doravante seu.

Então, aproximou-se da varanda e estendeu as mãos, com intuito de deixar cair até a sua posição em baixo, caso aceitasse o incomum negócio. Você, evidentemente, sabia que muitos patrões, ainda por vezes nem sempre os mais generosos, costumavam apesar disso confiar em seus servos para que saíssem com dinheiro na mão, e voltassem com o serviço solicitado realizado. Todavia, o que era incomum, era uma confiança indisciminada em alguém que sequer era um empregado, um doméstico, um servo... ou pior, um escravo.

Estaria disposto a você, abdicar de seu precioso tempo, por algum potencial trocado, ainda desconhecido?
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Regras e Avisos / IMPORTANTE - Sobre o futuro da FaleRPG
« Última Mensagem: por Aaraon Thomas Online Novembro 04, 2017, 08:37:08 pm »
Vejam o vídeo por que é realmente importante

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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Ninna N. P. Gomes Online Outubro 26, 2017, 12:00:43 pm »
Retha observava a garota após a pergunta, esperando uma resposta. Por alguma razão sentia um calafrio na espinha, mas logo ela sabe o porque: O olhar da caçadora. Ela reconhece que Syllence não tinha intenções de machuca a artesã, lembrando também em como a própria mãe olhava para os irmãos quando ambos traquinavam. Dai lhe ocorreu o pensamento: "Espera... Como elas se conheceram?" Em nenhum momento teve a oportunidade de perguntar a respeito, todavia Retha conheceu a garota a apenas alguns minutos atrás. Sentindo ter começado com um pé esquerdo com a criança drow.

A artesã arruma o cabelo novamente e nota o movimento da Allegro inda até a bolsa, mas é surpreendida pela fala da fada. Ela olha para a Vanessah indo dormir, demonstrando aborrecimento com uma careta. Mas meu rosto muda quando tenho outro estalo de memoria, recordando de ter sonhado e a fada ter aparecido nele, em minha viagem no navio oficial. Era outra pergunta que ela precisava fazer, mas assim como a anterior, não era oportuno. Ouço o barulho das minhas ferramentas novamente e viro para a minha bolsa com surpresa, notando a garota drow remexendo novamente nela. Aproximo e gentilmente crio uma pequena distância entre ela e a mochila, olho para Allegro e gesticulo com uma mão em sinal para ficar:

– Olha, talvez eu não consiga lhe ensinar muito se não souber a língua comum... Ponderava, mas voltava a falar.– Mas ainda posso lhe mostrar outras coisas, além das minhas ferramentas. Retha então vira para abrir a mochila e vasculhar, à procura de alguns itens. O primeiro que ela tira a pedra de topázio

– Ouvir dizer que o topázio, essa pedra, pode portar sabedoria, inteligência ou boa comunicação para quem a carregar. Se isso for verdade, pretendo fazer algumas joias para conseguir usar tal poderes facilmente. ISSO se eu conseguir sincronizar e não desperdiçar as propriedades dela... Também acho bonito quando colocam pendurados próximo a entrada da casa... Aqui!. A artesã coloca a pedra na mão de Allegro, com um sorriso de confiança. – Talvez já tenha visto ele por ai, mas talvez não como matéria-prima. Retha aguarda para ver a reação da garota, antes de puxar outro objeto da mochila.
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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Wyczek Online Outubro 11, 2017, 11:38:53 pm »


No Quarto da Taverna...

Quando você (Retha) retira das mãozinhas da criança Drow, foi tão rápido que ela nem pode resistir; apenas ficou olhando com seus impressionantes olhos negros e brilhantes, profundos como o espaço, para o vazio que restou bem a sua frente... Porém, não parece que ficou irritada ou triste na hora, mas se entendeu o que você lhe agora propunha ou não, não saberia dizer ao certo; Allegro a observava sentar, inerte. Syllence, por sua vez, a mãe adotiva da menina, observava com um olho entre-aberto, a cena se desenrolando, com a atenção de uma caçadora. Você começava a ficar com um pouco de receio, de que estivesse fazendo algo de errado...!

Allegro então volta os olhos de você para a sua mochila, encostada no pé da cama... e ia dando um passo a frente, vagarosamente! Talvez pensasse que merecia de fato ganhar alguma coisa sua? Algum prêmio para poder brincar de algo...?

Vanessah de repente diz a você, quase "gritando alegremente" em sua interrogação:
- Você vai dormir também, menina teimosa?? Ahh!! Que nada, já vi que vai ficar brincando com a Allegro!! Ensine a ela alguma coisa bonitinha!!! Se eu acordar e ela estiver chorando ou de mau humor, a culpa vai ser toda sua!!! Mas eu confio em você, sei que tem um coraçãozinho bonzinho - apesar de ser uma massivinha! e vai saber o que fazer na hora certa! Boa Noite!!! Ou Bom Dia!! - com isso, suas asas pararam de bater, e ela vai caindo quase como uma pluma, ao lado do rosto de Cael, sobre seu travesseiro; o jovem cansado, e com os olhos cerradas e coberto quase até o queixo, se esforçava educadamente para murmurar e balbuciar suas últimas palavras, algo como: -Bbvoa Nnoitx.... psoal...........

Eles estavam começando a cair no sono, e Vanessah estava se preparando para uma de suas navegações feéricas pelo Mundo dos Sonhos. Aliás, você se lembra que havia experienciado, na viagem de navio, uma presença mágica em uma noite estrelada na Vastidão; era Vanessah que, de surpresa, chegava no meio de seu sono inconsciente, e de repente lhe revelava que podia guiá-la naquela jornada psíquica... Mas você ficou com muito medo na hora, por alguma razão, e negou o convite abrupto - você não tinha certeza se era Vanessah de verdade ou talvez alguma outra entidade, ou apenas uma halucinação onírica...? E misteriosamente, você também se esqueceu de perguntar diretamente depois à Fada ao longo dos dias de viagem... mas a resposta lhe veio numa outra intervenção ocasional de Vanessah; na última noite antes do Ataque Pirata... e a partir dali, vocês nunca mais haviam se encontrado até hoje.

Bom, os outros indo dormir (exceto Allegro aparentemente), e você já tendo repousado (sentia-se relativamente disposta), você poderia fazer alguns planos para o restante do dia. Mas era péssima a ideia de se afastar deles de novo, justamente quando os encontrava - embora exaustos daquele jeito...! Você provavelmente encontrará algo para fazer sem se entediar e sem arriscar muito.
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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por JP Vilela Online Outubro 08, 2017, 09:47:04 pm »
Iyas fez uma careta que durou alguns segundos apos ouvir aquele pedido vindo daquela estranha. Aquele tipo de pedido remetia a tempos de sua infância dos quais não gostava de se recordar. Vestiu uma expressão neutra, tentando ignorar aquele incômodo que aparentemente a vida alegremente havia lhe apresentado tão gratuitamente.

- Feira… - Repetiu, levando o olhar na direção apontada pela mulher. Poderia encontrar o que queria no mercado local… nessa tal de “feira”.

Como um mercenário da Legião, não recebia tarefas triviais que um simples garoto poderia resolver, era alguém que era mandado para proteger, ou matar pessoas… Guardar propriedades, coletar informações...

Por mais que seu orgulho lhe permitisse trabalhar convencionalmente para conseguir alguns trocados, em sua condição de viajante… Uma tarefa tão simplória não parecia valer seu tempo… A não ser que a estranha o fizesse valer, a final de contas seu tempo era extremamente valioso.

Deu alguns passos, se aproximando da varanda, fitando a bolsa de couro:   

- E em troca? - pronunciou em seu sotaque carregado, uma das primeiras frases que procurou aprender no idioma comum.   

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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Wyczek Online Outubro 07, 2017, 12:04:55 am »
Iyas

- Porque tenho um serviço para você, jovem Iyas. - disse sem titubear, a mulher altiva; como se já tivesse há muito um plano para aquela conversação e o que poderia seguir dela mais adiante. - Preciso que você vá até a Feira, com esta bolsa de dinheiro - puxava do mesanino uma sacola de couro e lhe apresentava de longe - e traga para mim algumas frutas e legumes frescos. Espero poder contar com sua colaboração. - Agora, ela aguardava sua resposta em silêncio e com um olhar sereno, como se fosse uma estátua.
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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Natbear Online Setembro 12, 2017, 02:39:00 pm »
Cael acenou a cabeça para Syllence, sem olhar para ela. Acreditava nas palavras dela. Que a drow poderia sim se defender de qualquer coisa mesmo não estando totalmente alerta, o que deixava o elfo inseguro era ele mesmo. Só a possibilidade de tentar ferir alguém já lhe deixava desolado. Então o melhor a fazer era descansar o corpo e a mente e rezar para que o comportamento alterado não se repita mais uma vez. Rezar para que o feitiço não esteja ganhando força outra vez e que seu sono seja tranquilo, sem que nada indesejado aconteça durante o descanso e que quando acordar, isso torne-se algo distante e improvável... Cael precisava lutar por sua liberdade, se isso fosse possível!

E com esse pensamento o elfo acaba deixando o corpo cair suavemente contra a cama e é vencido pela exaustão.
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O Reino da Vastidão de Além-Mar / Re:Capítulo Um - A Ilha dos Desafios
« Última Mensagem: por Ninna N. P. Gomes Online Setembro 10, 2017, 01:28:15 am »
A garota artesã observou Syllence junto a criança enquanto a Drow falava e partia para uma cama. Era um incômodo a falta de presença própria a fim de conseguir atenção, mas aos poucos aprenderá a usar esse defeito ao seu favor. Retha dá um sorriso e um gesto para a mulher pela afirmação. Ela ainda sentirá os calafrios daquele lugar pequeno e escuro por um bom tempo, entretanto ela poderá superar essa ansiedade pois agora ela está ali, relativamente sã e inteira.

Retha, após a declaração firme de Syllence para Cael, olha para o elfo e a fadinha. Raras foram as vezes que presenciou uma magia como aquela, logo era queria se aproximar para ver como era. No entanto, algo no campo de visão percebeu a nova criança, Allegro, muito próximo da mochila. Ela leva alguns segundos contemplando a outra criança, tentando determinar o quão grande é a diferença de idade. Para o azar de Retha, havia uma grande diferença entre as duas crianças; mesmo ela tendo mais de dois irmãos e uma irmã, era ela a mais nova da família e ainda teve pouco contato com crianças mais novos, quanto mais de raça diferente. Todavia, assim que ela vê uma tenaze sair da própria bolsa, ela corre em direção as suas coisas a fim de protege-las:

– EI!! Cuidado com isso ai, eles sãos meus! Quando ela se aproxima, sem pensar muito, ela puxa o item e quase toda a bolsa para ficar em suas respectivas costas. Não era possível determinar se a reação quase impulsiva veio no sentido de proteger os pertences de Retha da Allegro ou de proteger a criança dos pertences da artesã. Aquelas coisas não eram brinquedo, mas sim ferramentas. De certeza, Retha sentia-se desconfortável.

Ela suspira, coça um pouco na parte de trás da cabeça e, em seguida, senta próxima a criança:

– Olha, eu posso te mostrando uma-a-uma e falar o quê elas fazem, mas você só pode pegar em algumas delas. Você me entende? Tentava se comunica com Allegro também através de gestos. Retha sentia um déjà vu por aquela cena, pois ela própria já esteve no lugar da criança Drow quando importunava os seus pais, colegas e o próprio Sr. Pondé. Ela recebia muitos tipos de reações em retorno, alguns mais leve e outros até exagerados. Apenas poucos deles feriu o sentimento da garota na época e ela não queria repeti-los nos outros.
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