Capítulo Um - A Ilha dos Desafios

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Fevereiro 22, 2018, 11:19:51 pm

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Autor Tópico: Capítulo Um - A Ilha dos Desafios  (Lida 14820 vezes)
JP Vilela
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« Responder #345 Online: Outubro 08, 2017, 09:47:04 pm »

Iyas fez uma careta que durou alguns segundos apos ouvir aquele pedido vindo daquela estranha. Aquele tipo de pedido remetia a tempos de sua infância dos quais não gostava de se recordar. Vestiu uma expressão neutra, tentando ignorar aquele incômodo que aparentemente a vida alegremente havia lhe apresentado tão gratuitamente.

- Feira… - Repetiu, levando o olhar na direção apontada pela mulher. Poderia encontrar o que queria no mercado local… nessa tal de “feira”.

Como um mercenário da Legião, não recebia tarefas triviais que um simples garoto poderia resolver, era alguém que era mandado para proteger, ou matar pessoas… Guardar propriedades, coletar informações...

Por mais que seu orgulho lhe permitisse trabalhar convencionalmente para conseguir alguns trocados, em sua condição de viajante… Uma tarefa tão simplória não parecia valer seu tempo… A não ser que a estranha o fizesse valer, a final de contas seu tempo era extremamente valioso.

Deu alguns passos, se aproximando da varanda, fitando a bolsa de couro:   

- E em troca? - pronunciou em seu sotaque carregado, uma das primeiras frases que procurou aprender no idioma comum.   

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Space Gnome

« Responder #346 Online: Outubro 11, 2017, 11:38:53 pm »



No Quarto da Taverna...

Quando você (Retha) retira das mãozinhas da criança Drow, foi tão rápido que ela nem pode resistir; apenas ficou olhando com seus impressionantes olhos negros e brilhantes, profundos como o espaço, para o vazio que restou bem a sua frente... Porém, não parece que ficou irritada ou triste na hora, mas se entendeu o que você lhe agora propunha ou não, não saberia dizer ao certo; Allegro a observava sentar, inerte. Syllence, por sua vez, a mãe adotiva da menina, observava com um olho entre-aberto, a cena se desenrolando, com a atenção de uma caçadora. Você começava a ficar com um pouco de receio, de que estivesse fazendo algo de errado...!

Allegro então volta os olhos de você para a sua mochila, encostada no pé da cama... e ia dando um passo a frente, vagarosamente! Talvez pensasse que merecia de fato ganhar alguma coisa sua? Algum prêmio para poder brincar de algo...?

Vanessah de repente diz a você, quase "gritando alegremente" em sua interrogação:
- Você vai dormir também, menina teimosa?? Ahh!! Que nada, já vi que vai ficar brincando com a Allegro!! Ensine a ela alguma coisa bonitinha!!! Se eu acordar e ela estiver chorando ou de mau humor, a culpa vai ser toda sua!!! Mas eu confio em você, sei que tem um coraçãozinho bonzinho - apesar de ser uma massivinha! e vai saber o que fazer na hora certa! Boa Noite!!! Ou Bom Dia!! - com isso, suas asas pararam de bater, e ela vai caindo quase como uma pluma, ao lado do rosto de Cael, sobre seu travesseiro; o jovem cansado, e com os olhos cerradas e coberto quase até o queixo, se esforçava educadamente para murmurar e balbuciar suas últimas palavras, algo como: -Bbvoa Nnoitx.... psoal...........

Eles estavam começando a cair no sono, e Vanessah estava se preparando para uma de suas navegações feéricas pelo Mundo dos Sonhos. Aliás, você se lembra que havia experienciado, na viagem de navio, uma presença mágica em uma noite estrelada na Vastidão; era Vanessah que, de surpresa, chegava no meio de seu sono inconsciente, e de repente lhe revelava que podia guiá-la naquela jornada psíquica... Mas você ficou com muito medo na hora, por alguma razão, e negou o convite abrupto - você não tinha certeza se era Vanessah de verdade ou talvez alguma outra entidade, ou apenas uma halucinação onírica...? E misteriosamente, você também se esqueceu de perguntar diretamente depois à Fada ao longo dos dias de viagem... mas a resposta lhe veio numa outra intervenção ocasional de Vanessah; na última noite antes do Ataque Pirata... e a partir dali, vocês nunca mais haviam se encontrado até hoje.

Bom, os outros indo dormir (exceto Allegro aparentemente), e você já tendo repousado (sentia-se relativamente disposta), você poderia fazer alguns planos para o restante do dia. Mas era péssima a ideia de se afastar deles de novo, justamente quando os encontrava - embora exaustos daquele jeito...! Você provavelmente encontrará algo para fazer sem se entediar e sem arriscar muito.
« Última modificação: Outubro 11, 2017, 11:43:25 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #347 Online: Outubro 26, 2017, 12:00:43 pm »

Retha observava a garota após a pergunta, esperando uma resposta. Por alguma razão sentia um calafrio na espinha, mas logo ela sabe o porque: O olhar da caçadora. Ela reconhece que Syllence não tinha intenções de machuca a artesã, lembrando também em como a própria mãe olhava para os irmãos quando ambos traquinavam. Dai lhe ocorreu o pensamento: "Espera... Como elas se conheceram?" Em nenhum momento teve a oportunidade de perguntar a respeito, todavia Retha conheceu a garota a apenas alguns minutos atrás. Sentindo ter começado com um pé esquerdo com a criança drow.

A artesã arruma o cabelo novamente e nota o movimento da Allegro inda até a bolsa, mas é surpreendida pela fala da fada. Ela olha para a Vanessah indo dormir, demonstrando aborrecimento com uma careta. Mas meu rosto muda quando tenho outro estalo de memoria, recordando de ter sonhado e a fada ter aparecido nele, em minha viagem no navio oficial. Era outra pergunta que ela precisava fazer, mas assim como a anterior, não era oportuno. Ouço o barulho das minhas ferramentas novamente e viro para a minha bolsa com surpresa, notando a garota drow remexendo novamente nela. Aproximo e gentilmente crio uma pequena distância entre ela e a mochila, olho para Allegro e gesticulo com uma mão em sinal para ficar:

– Olha, talvez eu não consiga lhe ensinar muito se não souber a língua comum... Ponderava, mas voltava a falar.– Mas ainda posso lhe mostrar outras coisas, além das minhas ferramentas. Retha então vira para abrir a mochila e vasculhar, à procura de alguns itens. O primeiro que ela tira a pedra de topázio

– Ouvir dizer que o topázio, essa pedra, pode portar sabedoria, inteligência ou boa comunicação para quem a carregar. Se isso for verdade, pretendo fazer algumas joias para conseguir usar tal poderes facilmente. ISSO se eu conseguir sincronizar e não desperdiçar as propriedades dela... Também acho bonito quando colocam pendurados próximo a entrada da casa... Aqui!. A artesã coloca a pedra na mão de Allegro, com um sorriso de confiança. – Talvez já tenha visto ele por ai, mas talvez não como matéria-prima. Retha aguarda para ver a reação da garota, antes de puxar outro objeto da mochila.
« Última modificação: Novembro 12, 2017, 11:32:27 pm por Ninna N. P. Gomes » Registrado
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« Responder #348 Online: Novembro 06, 2017, 09:15:32 pm »



Iyas

- Em troca?... - suspeitou a senhora. - Tem uma boa porção de dinheiro na minha mão, Iyas. - amostrou de longe um saquinho de couro tintilando a moedas pesadas - Aquilo que puder economizar no mercado, de minha lista de compras, será doravante seu.

Então, aproximou-se da varanda e estendeu as mãos, com intuito de deixar cair até a sua posição em baixo, caso aceitasse o incomum negócio. Você, evidentemente, sabia que muitos patrões, ainda por vezes nem sempre os mais generosos, costumavam apesar disso confiar em seus servos para que saíssem com dinheiro na mão, e voltassem com o serviço solicitado realizado. Todavia, o que era incomum, era uma confiança indisciminada em alguém que sequer era um empregado, um doméstico, um servo... ou pior, um escravo.

Estaria disposto a você, abdicar de seu precioso tempo, por algum potencial trocado, ainda desconhecido?
« Última modificação: Novembro 06, 2017, 09:18:53 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #349 Online: Novembro 06, 2017, 09:27:37 pm »



Cael

De repente, seus olhos despertam... no mais puro Vazio....... aquoso, ciano... ou turquesa..... Inicialmente, uma escuridão. Mas seus olhos élficos, antigamente cansados pela ilusão, acabam percebendo os vultos clareantes da movimentação ao seu redor.... do próprio Ar.... que você respirava.

Você não tinha corpo. Mas só percebe depois de algum tempo; então, navegava parado, no Vazio amplo sem horizonte visível. Mas havia uma tranquilidade e um silêncio... uma Harmonia como nunca tinha sentido antes. Um frescor que transcendia a mais suave brise marítima.

Você se sentia renovado, sem nenhum pesar, nenhum cansaço físico, corporal; talvez mental - ainda a confusão dos dias últimos tinham lhe abalado a existência. Mas, aquilo parecia tão distante... tão irrelevante, frente ao momentum que estava presenciando, quase angélico; embora não percebesse nenhuma presença singular além da sua própria... e talvez... a do Outro... não o "seu Outro", sombrio! mas aquele Todo; aquela......... Vastidão?

Aonde é que você estava, realmente? Seria um sonho? Cadê todo mundo?
« Última modificação: Novembro 06, 2017, 09:50:03 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #350 Online: Novembro 06, 2017, 09:43:59 pm »



Retha

Allegro, primeiro parecendo frustrada por não poder chegar na rica diversidade de apetrechos que a mochila de forja apresentava (só do lado externo!), rapidamente prestava atenção em outra coisa talvez mais imediata; olhou com certa curiosidade pra você, enquanto falava um monte de coisas que ela provavelmente não entendia nada (mas, como saberia? além disso, o que vale não é a intenção?...), mas, assim que apresentou a pedra preciosa, parece que seus olhos, profundos e sombrios como a noite, vibraram!

Assim que você depositava o mineral lapidado na mãozinha dela, ela puxou com intensidade, primeiro olhou bem de perto do rosto, boquiaberta e contra alguma luz que havia no quarto, e depois saiu correndo, para debaixo da cama de Cael e de Vanessah, em que ali se escondeu, com seu "novo brinquedo"...! Mas, você podia agora enxergar uma leve protuberância extra, quase estática, na lateral da cama por trás das cobertas que ficavam suspensas e quase encostando no assoalho do quarto.

Parabéns...!! Você salvou as suas ferramentas!! e talvez tenha conseguido algo extraordinário para entreter a pequena Drow.
« Última modificação: Novembro 06, 2017, 09:56:01 pm por Wyczek » Registrado
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« Responder #351 Online: Novembro 13, 2017, 01:54:26 am »

A expressão confiante de Retha permaneceu ao ver a reação da criança drow com a pedra, mas a própria expressão mudou aos poucos, quando toda aquela ação passou por seus olhos. "Mas o quê...?!" Foi o primeiro pensamento dela em uma expressão de duvida, ainda refletindo a respeito. "Bem... Isso servirá! Depois recupero."

Fato é: A mochila dela, por hora, estava a salva. Também era a chance de arruma-la e achar um local para colocar, longe das mãos da Allegro caso Retha estivesse ausente. Sapeca por experiência, enquanto percorria os olhos pelo quarto, passava em sua cabeça onde ela poderia colocar a mochila e como a criança drow poderia tentar pega-la. Após achar o local infalível, segundo sua opinião -por sobre um armário- , ela apresentava certa disposição do que os demais lá dentro. Mas Retha não pretende passar o dia todo vigiando seus companheiros, como a própria fada comentou, em silêncio.

Enquanto seus colegas dormiam, e a outra brincava, ela recorda também do ultimo membro ainda não presente no quarto: O mercenário antissocial, Iyas. "Ué, cadê o malhado?" Mais uma pergunta sem resposta por aquele dia. "Pior, ainda não sei muito sobre o desafio desde de que me estabeleci aqui... Será que vamos precisar lutar até a morte pelo prêmio?.. ou talvez um labirinto? Parece excitante!... de inicio." A garota artesã decide ir até uma janela para receber a ventania do dia, tentando esvaziar a sua cabeça de tantas perguntas, ainda mais sem respostas imediatas. Após abrir um pouco, ela se encosta em um dos lados da janela, a tentar observar a cidade e o céu.
« Última modificação: Janeiro 24, 2018, 11:57:06 am por Ninna N. P. Gomes » Registrado
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« Responder #352 Online: Novembro 15, 2017, 12:37:49 am »

O jovem homem estreitou olhar, fitando o horizonte, que no momento não passava das paredes daquela casa, enquanto torcia os lábios por uma fração de segundos. Ponderava em tudo aquilo que seus pensamentos o traziam sobre a situação. Desfez aquela cara ligeiramente emburrada em uma expressão neutra, olhando para a senhora desconhecida de maneira agora decidida, ou o mais decididamente que lhe era possível, uma vez que não chegou encontrar seu olhar com o dela sequer uma vez.

Deu dois passos adiante, estendendo a mão direita e já encontrava-se posicionado a receber o saquinho que a mulher havia mostrado. Acenou positivamente com a cabeça, mostrando que havia concordado com a proposta. A mulher então largou o saco, que foi pego sem nenhuma dificuldade pelo viajante.

- Escravo o que… - murmurava ranzinza de maneira inaudível, fitando o saquinho. Já se irritando com os próprios pensamentos…

Não bastava a raiva que o elfo ruivo o fez passar, aquele machucado estranho, agora sua mente estava querendo fazer paralelos que não iriam melhorar nem um pouco aquele dia… Dia que acabara de chegar em terra firme! Escapado de uma morte nada digna de náufrago à deriva. Era para se sentir grato por ter um futuro que não fosse ser comida de peixes e serpentes marinhas, em vez de ficar remoendo o passado. Não queria isso, não agora, e definitivamente não sem uma bebida bem forte para ajudar. Havia literalmente, tropeçando em uma oportunidade de ganhar uma gorjeta, sabe-se lá qual fosse a quantia... Mas isso deveria com isso esfriar mais a cabeça…  Ao menos esse era o plano e por isso que havia saído da taberna para começo de conversa.     

Deu alguns passos em marcha ré, voltando a erguer a cabeça em direção a local, enquanto guardava o saquinho dentro de sua camisa.

- Até - disse, no tom mais neutro possível.

Iyas então fez um de suas reverências desprovidas de qualquer fluidez ou elegância, curvando-se  brevemente em despedida e logo se endireitando. Então, virou-se na direção indicada e começou a rumar ao mercado tão procurado.
« Última modificação: Novembro 15, 2017, 12:40:26 am por JP Vilela » Registrado
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« Responder #353 Online: Janeiro 24, 2018, 01:30:12 am »



Cael, Retha

Retha, de repente vê Cael se levantando num sobressalto, sentado na cama ainda sob as cobertas, e Vanessah caindo em direção ao chão ao lado da cama mas conseguindo evitar o choque com um curto vôo planante e raso... Os olhos de Cael estavam bem despertos.

Tanto Cael quanto Vanessah, tinham acordado de súbito - mal tinham ido dormir - de um suposto sono perfeito... como se tivessem dormido uma inteira noite como qualquer outra - ou talvez um pouco melhor do que qualquer outra -, e não se sentiam mais exaustos pelo fatídico naufrágio... Estranham a já não-ardência das órbitas oculares, e a leveza do corpo e da mente. Vanessah levitava então lentamente para cima, olhando ao redor com curiosidade, buscando as pessoas; enxergou Retha, percebeu o vulto escondido de Allegro, viu Cael acordando, ficando em dúvidas de quanto tempo tinham realmente dormido... olhou pela janela, suspeitando de algo; e depois para Syllence, que, esta sim, parecia dormindo profundamente.
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« Responder #354 Online: Janeiro 24, 2018, 01:54:47 am »



Iyas

O sol a pino do início da tarde na ilha começava a aquecer o solo e as ruas da cidadezinha de Arkhóreas; o Mercado não setaria muito longe; pela orientação solar, você percebe que a rua da Taverna dos 7 Mares, a qual você pega novamente, é Leste-Oeste, e depois você chega na encruzilhada em que, para o Sul, havia as largas escadarias em direção à praia, e, ao Norte, seguindo talvez mais de 150m em diante ao longo de uma rua larga de terra com esparsa grama e uma série de lajotas claras e semeadas de forma relativamente ordenada, ladeada por algumas árvores e alguns poucos casarões sem entradas, isso desembocava numa larga praça, com uma fonte d'água central, e algumas diversas tendas de comércio improvisadas por cá e por lá, e até que algum movimento não insignificante para um local tão remoto... Talvez seria possível contar umas 20 pessoas que por ali circulavam...?
Além da larga praça comercial, mais ao Norte erguia-se um altíssimo monte crescente, mas não muito íngreme; antes da ladeira mais inacessível, no entanto, um pouco acima da altura da praça, havia uma mansão com grande pátio frontal e que parecia ter uma relevância grande para a cidade; talvez uma Prefeitura ou Centro Administrativo. A Oeste e a Leste, abriam-se vias largas e importantes, mas com relativamente pouca circulação - a maioria das pessoas estavam concentradas na praça mesmo, fazendo compras e negócios, ou simplesmente jogando conversa fora em duplas ou pequenos grupos; chapeus de palha ou couro, bandanas e lenços nas cabeças, ou as próprias lonas listradas das tendas mercantis, eram disseminados pelas pessoas dali, provavelmente por conta da intensidade da luz solar, na Vastidão.

Você abre a sacola de pano da dona, e, mediante o tintilar de moedas ao fundo, encontra, antes de mais nada, um rolo de um papel espesso e duro, com uma lista de inscrições numa caligrafia decente... mas claro, impossível para você decodificar...! Haveria ali talvez uns 6 itens para comprar, seria...?
« Última modificação: Janeiro 24, 2018, 01:57:03 am por Wyczek » Registrado
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« Responder #355 Online: Janeiro 24, 2018, 02:44:18 pm »

A janela aberta dava vista apenas ao vastidão azul do mar, revelando apenas alguns pontos interessantes da ilha, mas sendo impossível ver a cidade. Retha fechou os olhos para sentir a brisa no rosto, quando teve um leve sobressaltou pelo despertar repentino da fada e do elfo ruivo. Ela olha para cima, falando com a fada:

– O que foi isso? Já recuperaram as forças com, o quê, minutos de sono?... Eu não fiz barulho, eu acho.

Retha se distanciava da janela, surpresa pela (suposta ou não) magia da fada, para ir ate a ponta da cama de Cael, quase que de forma abrupta. Com os olhos brilhantes de curiosidade e quase pulando para sentar na cama, ela cruza as pernas no colchão, apoia os cotovelos em cada joelho e olha para Cael. Aquele comportamento da garota era comum quando queria ouvir uma historia a qual interessava:

– E ai, como foi o "sonho de fadas"? Foi o seu futuro? Ou seu passado? Ou melhor, um desejo seu se realizando? Ou a Vanessah apenas lhe apagou e despertou, nem permitindo sonhar?
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« Responder #356 Online: Fevereiro 14, 2018, 02:41:38 pm »

Ao notar a listinha de compras, o viajante deu de ombros, não chegando a se incomodar muito com aquilo. Já sabia que teria que pedir ajuda de algum local para saber o que aquela mulher de atitudes no mínimo esquisitas queria para seu amoço... chá da tarde... jantar... ou seja lá qual fosse a refeição que quisesse fazer com aquelas compras.

Durante esses meses em que viajava já havia se tornado algo bem comum ter de parar alguém para pedir informações. Só tentava escolher alvos que tinham a cara mais amigável, para não ser passado para trás com informações incorretas, ou deliberadamente falsas. E para isso não havia pressa. As primeiras vezes que havia feito isso fora um tanto assustadoras, mas conseguiu chegar até aqui se virando dessa forma e aprendendo um idioma novo no processo.

Seu real interesse a final de contas era arrumar um novo turbante para proteger sua pele manchada do sol, que não era muito diferente em intensidade de sua terra natal. Aquele tipo de peça  de vestimenta era uma parte constante do seu vestuário a anos, e quando estava forçado a andar por ai sem, se sentia estranho.

Adentrava no mercadinho local, passando pelas diversas barracas e conferindo o que era comercializado por ali. Mais uma vez se lembrando de Vel'Parl e comparando as localidades. Diferente daquela ilha, os mercados era enormes e capazes de sobrecarregar os sentidos de quem passeasse por entre as tendas de cores berrantes, os barulhos dos vendedores gritando, competindo com suas vozes pela atenção dos transeuntes, e os cheiros que iam dos mais agradáveis perfumes e sabonetes a odores que era melhor nem saber de onde estavam vindo, tudo isso misturado em um caos efervescente.

Era bom fazer compras em um lugar pacato para verear, e sem pressa o estrangeiro se aproximou-se de uma tenda onde podia ver alguns tecidos e roupas sendo vendidas. Despretensiosamente, passava a mão por alguns, sentindo a textura dos materiais com os quais eram feitos.
« Última modificação: Fevereiro 14, 2018, 03:02:06 pm por JP Vilela » Registrado
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